A vida no circo: talento que exige determinação

Por Communicare

Como é realidade dos artistas circenses por trás dos espetáculos grandiosos espalhados pelo mundo

Brenda Mesquita 

Integrantes do Circo Topetão reunidos para apresentação na cidade do Rio. Foto: Reprodução/Circo do Topetão (2016)

Estima-se que a primeira aparição do circo, no formato que conhecemos atualmente,  foi em 1798, na cidade de Londres. Um ex-militar, nomeado Philip Astley, realizou uma das que viriam a ser as primeiras aparições em público de espetáculos circenses, mostrando apenas suas habilidades com o seu cavalo em um pequeno picadeiro.

 Entre rotas e rodas

No Brasil, em meados do século 19, famílias imigrantes da Europa trouxeram a tradição de espetáculos teatrais para o país, o que futuramente viriam a ser os circos. Com isso essa cultura enraizou-se em todo o território nacional, levando entretenimento para todos os estados brasileiros.

Trupe circense em Santa Catarina. Foto: Reprodução/Claro Jannson (1923)

E durante os séculos de existência dos circos surgiram vários questionamentos sobre a vida dos integrantes, como lidam com os deslocamentos periódicos, a maneira que se relacionam e até mesmo como mantêm seus estudos como prioridade no cotidiano acelerado do picadeiro.

Mesmo com as várias facetas alegres do circo ainda existem aspectos que a população com um cotidiano “normal” por vezes não entende na vida andante dos artistas: Como ter um relacionamento estável sem ter um local fixo de moradia? De acordo com Aryelle Freitas, integrante do grupo Tihany, o maior circo da América Latina, os relacionamentos dão certo com pessoas que vivem a mesma realidade dos espetáculos, pois a rotina dificulta, e muito, o contato com pessoas do ambiente externo.

Foto: Reprodução/Circo Tihany

      Ainda assim, os criadores conseguem manter uma união estável e saudável ao longo da criação dos filhos e netos, o que faz a tradição e união no circo serem mantidas por séculos. Um exemplo disso é a família Robatini, que continua reproduzindo os hábitos circenses há mais de seis gerações.

Foto: Divulgação/Circo Encantado

A vida por trás das cortinas e algodões doces

Fenômeno no TikTok, contando com mais de meio milhão de seguidores, a jovem Giovanna Robatini, integrante do Circo Encantado, utiliza as suas redes sociais para enfatizar como é a vivência fora dos espetáculos e aparições no palco. Por lá ela responde os principais questionamentos de seus seguidores, além de, é claro, criar um conteúdo divertidíssimo sobre suas histórias não convencionais no circo.

Giovanna Robatini durante sua apresentação com bambolês Foto: Divulgação/Circo Encantado

Nascida e criada no picadeiro, Giovanna faz parte da sétima geração da família Robatini, fundadora do Circo Encantado, a estudante  está nos espetáculos desde os sete anos e iniciou suas aparições fazendo a palhaça Pimentinha. Com o passar dos anos a garota interessou-se pelos bambolês e aprimora a sua arte até hoje, apresentando o seu talento por todo o Brasil e exterior.

De acordo com o seu conteúdo para as redes, a adolescente  enfatiza que a vida no circo não é tão complicada como imaginam. Ela alega que frequenta escolas normalmente, mesmo que tenha que enfrentar mudanças quinzenais. Além de possuir uma apostila única que utiliza em todas as instituições que se matricula a artista também diz que a vida circense é ótima para conhecer novos lugares e pessoas.  

 Com o cenário pandêmico, o Circo Encantado ficou inativo por cerca de quatro meses. No entanto, com a popularização dos drive-ins, no começo do mês de julho eles iniciaram a utilização dessa estratégia para manter o bom funcionamento do negócio.

Foto: Divulgação/Circo Encantado

Com certeza o circo fez parte da sua infância, assim como da nossa, então conta pra gente aqui nos comentários: Qual a sua melhor memória desse lugar de fantasia?