Savage X Fenty Vol.2: um espelho da sociedade

Por Communicare

Através de sua marca de lingeries, Rihanna mostra que, assim como deveria, a moda precisa ser para todxs

Por Gabriel Reis

Fonte: Savage X Fenty Show Vol.2 – Amazon Prime Video

Em um desfile repleto de diversidade e inclusão, Rihanna mais uma vez mostrou através de sua marca de lingeries, Savage X Fenty, na última sexta (02/10), como a moda precisa ser para “pessoas de verdade”.

 Transmitido pela plataforma de streaming Amazon Prime Video, o Savage X Fenty Show Vol.2 roubou a cena no mundo da moda ao apresentar tamanha representatividade nas passarelas, onde até então as Angels do Victoria’s Secret estabeleciam um padrão de beleza quase inalcançável para a maioria das pessoas. 

“Quando se trata de inclusão, você quer que todo mundo faça parte daquilo. Eu quero representatividade em aspectos diferentes do que as mulheres normalmente são projetadas a pensar sobre o que é sexy” disse Rihanna em uma entrevista ao ET Canada. 

Chega a ser estranho pensar como o chamado “padrão de beleza” estabelecido em sociedade, é na maioria das vezes constituído por características que não são naturais dos seres humanos, só são atingidos através de cirurgias plásticas, fazendo com que homens e mulheres desenvolvam cotidianamente problemas relacionados à aparência. 

O que o Savage X Fenty Show fez, foi simplesmente servir como um espelho do mundo em que vivemos, trazendo aos olhos da mídia e da moda o que muitas vezes eles negam enxergar. 

“É triste que a inclusão seja uma coisa do momento para a maior parte das marcas, mas sempre foi quem eu sou. Sempre foi assim que eu toquei tudo o que tenho feito criativamente” afirmou Riri à revista People. 

Repensando o Sexy

O principal conceito ligado às lingeries é o “sexy”, que durante muito tempo foi julgado como algo exclusivo dos corpos magros. Assim, através de sua marca, Rihanna mostrou que o sexy é de todos e está presente na pluralidade, seja de corpos, formas, gênero, raça e no que mais nos torna únicos. 

Atualmente, ser quem se é, sem dúvidas é uma das mais belas revoluções dos indivíduos. Afinal, em um mundo onde desejam que nos tornemos meras cópias de um padrão de beleza, exaltar sua singularidade através da moda é um verdadeiro ato de coragem. 

Novos rumos no mundo da moda 

Shea Couleé e Gigi Goode no Savage X Fenty Show vol. 2

Quando se analisa o catálogo de peças da Savage X Fenty, fica claro como em poucos cliques pode-se encontrar um modelo que possui um corpo semelhante ao seu. 

Quem já se via nos modelos, por apresentar muitas vezes um corpo mais próximo daqueles exigidos pela indústria da moda, ou por ser branco e já encontrar semelhantes nas mais diversas áreas, talvez não entenda como isso faz falta para várias pessoas. Saber que alguém como você ocupa determinado espaço, usa determinada roupa, é algo único, e, isso é o que Rihanna vem fazendo com a Savage X Fenty, trazendo às telas a real cara do mundo.

 

 

O Legado

Comemoramos mais um ato de representatividade, que não pode ser o último. Marcas, sejam ou não de moda, devem se mostrar como um espelho da sociedade, pois é isso que trás a identificação do público e quebra com os irreais padrões de beleza da atualidade.

A Savage X Fenty tem deixado claro que o que não engloba todos deve ser repensado, que o mundo já não tem mais espaço para uma moda segregacionista.  Logo, a beleza individual deve ser exaltada, a diversidade escancarada frente a sociedade e principalmente, a moda deve servir de instrumento para externalizar aquilo que os indivíduos realmente são, e, não o que ela gostaria que fossem.