Sustentável e econômico: brechós online se tornam ainda mais populares durante a quarentena

Por Communicare

Devido ao isolamento social provocado pela pandemia do COVID-19, o e-commerce se mostrou como uma alternativa e brechós online tem chamado a atenção dos consumidores

Por Isadora Pinheiro

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 (Images/freepik)

 

O mercado da moda está entre os mais rentáveis do mundo, e consequentemente, entre os mais poluentes. Segundo dados da ONU Meio Ambiente, a indústria da moda está avaliada em mais de 2,4 trilhões de dólares, mas perde cerca de 500 bilhões todos os anos com o descarte de peças. Além disso, ela é responsável por 10% da emissão de gases causadores do efeito estufa, e pela produção de 20% das águas residuais do planeta.

Buscando consumir de forma mais econômica e ecológica, pessoas de todo o mundo tem recorrido aos brechós. Afinal, roupas de segunda mão possuem preços mais acessíveis e uma economia circular. Porém, com a atual pandemia do COVID-19 o comércio virtual se tornou o mais recomendável, e os brechós online tem atraído muito mais gente. 

Em março de 2020 teve início o isolamento social, e o meio digital se mostrou a forma mais segura de fazer compras. Considerada um espaço mais democrático, a internet é um bom lugar para “desapegar” de roupas que você não quer mais. Essa é a proposta de sites como Enjoei e TROC, que visam promover um ciclo mais duradouro e sustentável para uma peça de roupa. A boa conservação e higiene são os critérios básicos para pôr algum produto à venda em tais plataformas.

Além do negócio pessoal, tais comércios também são criados para ajudar uma causa, como é o caso do Brechó do CACOS (Centro Acadêmico de Comunicação Social). Gerenciado por alunos do curso de jornalismo da Universidade Federal de Uberlândia, as vendas são feitas na página do Instagram, @brechodocacos. 

A aluna Olívia Diniz explica que a pandemia restringiu as formas que eles tinham para arrecadar dinheiro, por isso o brechó se tornou a melhor opção. O objetivo principal é conseguir fundos para ajudar o centro acadêmico e oferecer suporte a alunos do curso que precisem  futuramente.

O comércio de segunda mão é tradição em países como China e Índia, porém o nome “brechó” surgiu no Brasil graças a um mascate chamado Belchior, que possuía um comércio de roupas usadas no Rio de Janeiro. O local ficou tão popular, que adaptaram o nome do vendedor para brechó e repetiram seu estilo por todo país.

Em seu site, o SEBRAE disponibiliza instruções e cartilhas de dicas para quem quer começar um brechó do zero, e assim auxiliar os pequenos empreendedores do Brasil nesse período.


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Capa da cartilha disponibilizada em 2016