Segunda temporada de “Bridgerton”: vale a pena assistir?

Por Communicare

A série que conquistou os corações românticos de plantão ganhou sua segunda temporada e dividiu opiniões com a nova história do irmão Anthony. 

Por Angélica Neiva

Personagens centrais da segunda temporada de “Bridgerton”

Foto: Divulgação Netflix

“Bridgerton” foi lançada em 25 de dezembro de 2020 e logo atraiu diversos fãs pela trama e romance presentes na história. Disponível na Netflix, a série foi criada por Chris Van Dusen e produzida pela ShondaLand. A história se passa em Londres e acompanha a influente família Bridgerton, composta pela viúva Violet e seus oito filhos, enquanto membros da alta sociedade britânica, entre o período de 1813 a 1827.

A série é baseada nos livros sequenciais de Julia Quinn e cada temporada é focada na vida pessoal de algum integrante da família principal, assim como disposto nos livros. A segunda temporada estreou numa sexta-feira, dia 25 de março de 2022, e o escolhido da vez para se desenvolver durante os oito episódios foi o irmão mais velho, Anthony Bridgerton, interpretado por Jonathan Bailey.

Anthony Bridgerton, visconde e primogênito da família de alto escalão.

Foto: Divulgação Netflix

O visconde, decidido a se casar e constituir um laço parental com alguma donzela, para seguir os passos do falecido e querido pai, procura, inicialmente, um casamento que forneça para ambos um bom negócio monetário – ou seja, propriedades, fortuna e luxo. Mas essa história acaba por ficar bastante caótica e confusa quando Kate Sharma, interpretada por Simone Ashley, aparece e bagunça o coração de Anthony. As mulheres Sharma fizeram sua primeira aparição na série na segunda temporada, sendo elas: Kate, Edwina (Charithra Chandran), que é a irmã mais nova da protagonista Kate, e Mary Sharma (Shelley Conn) – mãe das irmãs. 

A intenção da vinda da família Sharma para Londres é casar Edwina, uma debutante perfeita para qualquer candidato à altura. Mas é claro que, além de um afortunado acordo, a cativante Edwina também busca se apaixonar pelo seu parceiro e futuro marido. Assim, Kate – que, por opção própria, nunca se casou – orienta e ajuda, de forma rigorosa, a irmã a encontrar um bom pretendente. 

Sem mais nem delongas, e a partir daqui este texto contém spoilers, é preciso fazer uma análise da série e da forma que a história se desenrolou ao longo dos dezesseis episódios existentes de “Bridgerton”. Primeiramente, é visível que os acontecimentos da primeira e da segunda temporada são muito semelhantes: a procura por um casamento, a luta contra uma química e um amor gigante, e, uma competição brusca para provar qual dos dois (Kate e Anthony) está mais certo. 

Para refrescar a memória, na primeira temporada, a irmã mais velha da família Bridgerton, Daphne, interpretada por Phoebe Dynevor, teve grandes contratempos até encontrar seu verdadeiro match: o duque Simon Basset (Regé-Jean Page), que não possuía nenhum interesse em se casar, por querer ser o oposto que foi seu pai, também falecido, e não sentir necessidade de amar – muito menos de firmar alguma troca ou negociação, visto que sua posição social é bastante privilegiada. 

Conheça as Irmãs Sharma da vida real que inspiraram Bridgerton

Edwina Sharma, à esquerda, e sua irmã mais velha Kate Sharma, à direita.

Foto: Divulgação Netflix

Já na segunda temporada, Kate Sharma, indiferente em relação ao amor e preocupada somente em casar a irmã mais nova, para então tirar a família de uma possível miséria, se descobre enroscada até o pescoço ao se apaixonar secretamente pelo visconde Anthony Bridgerton, o candidato ideal para sua irmã Edwina. E é claro que Edwina estava, também, encantada pelo visconde – que, para irritar Kate e provar que poderia conquistar sua irmã mais nova, a cortejou e a pediu em casamento. Durante o decorrer da história, Kate e Anthony tentam incessantemente se odiar, mas são tomados por uma paixão ardente e calorosa, assim como aconteceu com Daphne e Simon. Além disso, o tão esperado final de Daphne e Simon (cujo ator, inclusive, saiu da série) não ocorreu, visto que a segunda temporada visa apenas a vida pessoal de Anthony. 

No mais, o enredo da famosa Lady Whistledown, escritora e dona das fofocas da nobreza londrina, pareceu bem aleatório e deu um “chá de sumiço” na nova temporada. Ao misturar a vida pessoal de Eloise Bridgerton – debutante da família Bridgerton da vez – às grandes confusões e presepadas da elite, a história da personagem perdeu um pouco do foco, que era levar à público as artimanhas daqueles outros personagens de caráteres duvidosos. Lady Whistledown, que na verdade é Penelope Featherington (Nicola Coughlan) – uma sagaz moça de família falida que ainda vive de falsas aparências – deveria ser fiel a sua única amiga e confidente Eloise. 

Apesar dos deslizes da série, os esforços para tornar esta uma grande temporada não passaram batidos. O figurino esteve, mais uma vez, impecável, assim como os cenários e a filmagem certeira para nos fazer sentir envolvidos no drama. Também, mesmo sendo uma série de época e entendendo que, na realidade, aquele momento seria cercado de preconceitos e segregação social e racial, a série trouxe um elenco bastante diverso e inclusivo. 

Ademais, não podemos deixar de destacar o quanto as personagens femininas de “Bridgerton” são mulheres de garra e personalidades inigualáveis. Kate, mesmo sendo julgada pelos membros da sociedade, tanto britânica quanto indiana (de onde sua família veio, e onde ela planejava viver solteira como governanta), não deixou de lado sua força e lutou bravamente para conseguir seu espaço enquanto uma mulher destemida. Já Edwina, no começo da temporada, parecia uma frágil garota que vivia nos moldes de uma sociedade rígida e turbulenta. Após descobrir a traição de sua irmã e seu, até então, pretendente Anthony, a personagem se liberta das amarras impostas às debutantes e entende que o maior amor deve ser o amor próprio, e não uma paixão qualquer arranjada para servir de máscara social. 

E por último, mas não menos importante, a trilha sonora da temporada dois de “Bridgerton” não deixou a desejar. Com versões sinfônicas de músicas atuais, os maiores hits foram “Wrecking Ball”, de Miley Cyrus, “Stay Away”, do Nirvana e “You Oughta Know”, da Alanis Morissette. Todas as faixas foram incrivelmente encaixadas nas cenas e uma baita surpresa para os fãs. Então, a resposta é SIM! Vale muitíssimo a pena assistir e acompanhar a série.