A maldição da mansão Bly: série tem retorno positivo de seus telespectadores

Por Communicare

Inspirada no conto “A volta do parafuso” a série “A maldição da Mansão Bly” foi um sucesso de adaptação, sendo o título com mais popularidade em sua semana de estreia. 

Por: Janaina Bernardino

Divulgação Netflix

Em 2018 a série “A Maldição da Residência Hill”, produzida por Mike Flanagan, foi um sucesso de adaptação  na plataforma de Streaming da Netflix.  A mesma mobilizou o público com uma história envolvente que expressa o contexto de seus personagens de uma forma singular, tal como é apresentado uma nova versão do medo e em como ele se faz  presente na vida da família protagonista.  

Divulgação Netflix

Cerca de um mês atrás foi lançado pela Netflix, a antologia de A maldição da Residência Hill, intitulada de A maldição da Mansão Bly, que também foi um sucesso. Segundo o website, Rotten Tomatoes, a adaptação teve uma aprovação de 88% e em poucos dias de estreia ocupou o primeiro lugar no top 10 da Netflix. 

A série propõe uma nova perspectiva e uma linearidade marcante meio aos episódios e é composta por alguns nomes da produção anterior, que reproduzem uma narrativa atemporal voltada para a vida da protagonista Dany Clayton (Victoria Pedretti) e sua trajetória com os irmãos órfãos Flora (Amelie Smith) e Males (Benjamin Ainsworth). 

A sequência aponta uma dinâmica diferente da Residência Hill e apesar de  ambas denotarem  um paradoxo entre o amor, a subjetividade da morte e em como a perda reflete diretamente em lugares de vulnerabilidade, a Mansão Bly mostra a trama envolta de questões pontuais e únicas que ao passar dos episódios vai ganhando sua própria identidade, fugindo das esferas do terror e abrindo portas ao romance. 

A estudante de Jornalismo, Camila Sousa, diz ser fã de ambas as séries e apesar de terem semelhanças notórias entre elas, como o ambiente e a vulnerabilidade infantil perante a presença dos fantasmas, ela consegue identificar pontos que expressam a autenticidade de cada temporada e  como cada sentimento é apresentado em cada produção.

Camila, destaca que na primeira adaptação, os sentimentos de medo e proteção são evidentes. Uma influência que a mãe potencializou e que a levou a tentar matar sua família como uma forma de proteção e amor, mesmo que de uma maneira não saudável , ainda sim amor. Já na segunda temporada, nos deparamos com outro tipo de afeto, algo mais passional, também ligado ao ato de proteger, mas de forma consensual. Na trama a babá Dani se sacrifica duplamente de bom grado para proteger aqueles que ela ama, mesmo que no tardar isso provoque sua morte. 

Quando questionada sobre qual temporada mais gostou, Camila  relata que sentiu falta do terror na A Maldição da Mansão Bly”, e que isso a decepcionou de alguma forma, no entanto, entende que  série se dá sobre uma nova perspectiva trazendo pontos não levantados na temporada anterior, assim começou a ver a série com outros olhos.“[…] Isso fez com que eu encontre pontos para gostar das duas, já que tratam de assuntos distintos de uma forma que me agradou muito.”