Skincare: a febre que voltou com força na quarentena

Por Communicare

Por conta do isolamento social, muitas pessoas encontraram na skincare o autocuidado que precisavam nesse período conturbado. Mas, toda essa tendência desenfreada também carrega seus pontos negativos!
Por Giovanna Abelha

 

 

Fundo:Town&Country/Mulheres: por Anna Shvets, no Pexels

Por mais que não seja uma novidade fresquinha de 2020, a tendência dos ‘skincares’ ganhou ainda mais força no início deste ano. Foi com a pandemia da COVID-19 que muitas pessoas tiveram que se reinventar e se redescobrir dentro da própria rotina, já que se encontravam em isolamento social. Sem a necessidade de sair de casa com tanta frequência e em razão da utilização de máscaras, o uso de maquiagem acabou perdendo o seu propósito durante este período. É nesse momento que surge o tempo que faltava na vida de alguns para ter esse autocuidado.

Rolando o feed nas redes sociais é bem provável que apareça alguém com argila no rosto falando sobre um cosmético que comprou, além das diversos dicas de skincare e indicação de produtos. Disso, surgiu uma grande comunidade, que torna essa tendência cada vez mais presente no cotidiano das pessoas.

 

Reprodução/Instagram

Além disso, abre-se espaço tanto para novos e jovens influenciadores, como Eduarda Yamaguchi (@dudaymaguchi), quanto para blogueiros famosos, marcas e empresas falarem do assunto — inclusive entre aqueles que não tinha como foco principal esse tipo de nicho.

Um bom exemplo é a marca “O Boticário”, com a linha Botik, e sua submarca “Quem disse, Berenice?”, com a linha Skin.q. Antes do boom das skinscare, ambas tinham propostas mais voltadas para perfumaria e maquiagem. Mas se há demanda, é claro que as empresas iriam apostar nesse setor. E o lado bom é que ficou mais fácil encontrar esses itens, sem contar a diversidade nos mais variados preços.

 

Reprodução/Instagram

Mas não só isso, os benefícios da ‘skincare’ também vão desde melhorar a autoestima até a proporcionar um aspecto mais saudável e natural à pele, sem a necessidade do uso da maquiagem. Dessa forma, o tão sonhado autocuidado torna-se mais acessível e simplificado ao longo do tempo.

Mas se existe um lado bom, é preciso se atentar ao lado ruim que essa cultura de cuidados pode causar. É sempre importante repensar a forma como qualquer tipo de produto é consumido, e isso não é diferente no mundo dos cosméticos. Comprar algo por pura influência digital de blogueiros, ou simplesmente por estar inserido na lógica consumista, faz qualquer pessoa cair na teia do mercado.

E a intenção não é apenas falar sobre o prejuízo financeiro, ao gastar com produtos que não são ideais para quem os consome. Mas, sim, lembrar que existem perigos na utilização indiscriminada desses produtos faciais sem a recomendação prévia de um dermatologista, como alergias, manchas e até acnes.

 

Reprodução/Instagram e Vogue

E além dessa problemática, essas pessoas acabam atingidas pela mesma preocupação que já existe no mundo da maquiagem. A pressão estética vem de todos os lados, ditando não somente formas de esconder imperfeições ou causar ilusões visuais com bases, corretivos e blushes para afinar traços do rosto. A ditadura da beleza também conseguiu instaurar um mito de pele perfeita, criando mais um padrão inalcançável na sociedade.

Portanto, devemos ficar atentos à lógica da indústria de cosméticos, que pode ser mais preocupada com lucro do que bem-estar. E que todos possam cuidar de si mesmos com leveza e sem imposições!

Mas então conta aqui para a gente, você também fez skincare na quarentena? Teve algum produto que gostou ou um influenciador que te inspirou o autocuidado?